Simples... simples assim!

Nossas expectativas para alcançarmos a felicidade são tão crueis às vezes... Imaginamos que só seremos plenamente felizes depois de casarmos, depois de atingirmos um determinado posto no trabalho, depois de comprar o carro ou a casa dos sonhos, depois de ter dinheiro para comprarmos tudo o que quisermos, depois disso, depois daquilo... Mas isso torna o caminho até lá tão penoso! Deixamos nossa felicidade para o plano do "amanhã". Entendemos nossos objetivos de sucesso pessoal e profissional como essa tal felicidade, sendo que eles são apenas nossos objetivos pessoais e profissionais, muito importantes, mas nada além disso!
Temos que enxergarmos a felicidade nas simples coisas da vida: um dia de sol, ou um dia de chuva para ficar em casa assistindo TV e comendo pipoca, um passeio com o cachorro, uma corrida para liberar a endorfina, comer algo que gostamos, estarmos na companhia de amigos ou de um bom livro... Todos os nossos passos do nosso dia a dia tem de nos trazer felicidade mas, é claro, não existe felicidade plena, e é justamente este paradoxo que nos faz dar valor para estas pequenas coisas da vida.

Corrida... vai que dá!

Como mencionei no meu post de apresentação, comecei a correr  bem devagarinho. No início, corria 2-5 minutos e continuava caminhando... eu simplesmente não tinha fôlego! Nos associamos no clube perto de casa que tem uma ótima pista, e lá íamos nós, meu marido e eu, para "correr". 1 volta caminhando (cada volta tem 445m), 1 correndo, 3 caminhando, 1 correndo... Até que consegui correr 2, 3, 5, 6 "direto". Do total de 10 voltas já estava na média de caminhar metade e correr metade. Na esteira da academia conseguia ficar 20 minutos, e isso já me fazia feliz. Via as pessoas cada vez mais adeptas à corrida, e contando maravilhas de como era bom e viciante, mas eu simplesmente não tinha ar para correr um trajeto de 5km. Convidava meu marido para participar de algum circuito e ele negava, já que a gente (eu principalmente) não treinava de verdade... e eu nem conseguia completar os 5k. Mas, decidi: vou me inscrever em um circuito, SIM! Foi o Night Run da Fila em outubro do ano passado. E foi que, bom, já que me inscrevi, agora tenho que fazer valer a pena o investimento e treinar de verdade!
Das 6 voltas que eu já conseguia dar, aumentei para 7... depois para 8... até que um belo dia consegui completar as 10 voltas (quase 5k).
Chegando o dia da prova, fui convidada para ser instrutora de um curso que ocorreria durante a tarde daquele sábado... Para quem está se preparando e não tem experiência na corrida é muito difícil alinhar uma tarde inteira em pé dando aula com 5km para serem corridos na sequência! Mas nada podia ser pior do que, além da tarde de aula, eu também ser presentada com uma bela gripe! E, só para arrematar o sábado amanheceu chovendo. Perfeito, só que não, de jeito nenhum!

Cara de gripe e cansaço!

Passei a manhã de cama, a tarde de pé dando aula e à noite decidi ir para a prova mesmo assim. Pensei: vou pelo menos começar a corrida, se não der para terminar paciência. Mas sabe espírito competidor? Pois é... eu tinha treinado o mês inteiro para aquela prova, como assim desistir? E foi que, sem experiência nenhuma e com falta de ar que completei meus 5k abaixo de alguns pingos de chuva mas muita alegria! Como é emocionante podermos superar nossos limites, não é mesmo? Confesso que nos últimos 500m de corrida eu já não conseguia mais respirar direito, de todo o ar que eu puxava para os pulmões eu sentia que só a metade entrava, e na minha garganta parecia que tinham milhares de agulhas me alfinetando! Que sufoco! Voltei para casa, me atirei no sofá e dali não consegui mais levantar, como se um trator tivesse passado por cima de mim, sério! Não aconselho para ninguém correr nestas circunstâncias, mas admito que foi uma grande vitória para mim! Eu não sou daquelas pessoas que vai com tudo, supera limites... qualquer dorzinha ou sensação ruim já me faz desistir, sempre atendo a qualquer pedido do meu corpo em parar... mas se eu desistisse na primeira prova, será que teria participado da segunda? Não há como saber...


Antes da prova...

Parceiras de corrida!

Depois da prova, com o fôlego já recuperado e ao lado da Lu!


E os resultados?

Vou falar um pouco sobre mim... Durante boa parte da minha vida eu não pratiquei exercícios físicos, além das brincadeiras na rua com a criançada do bairro. Eu corria, subia em árvore, andava muito de patins, de bicicleta, só isso. Fui crescendo e as brincadeiras foram terminando... e fui me tornando aquela adulta magrela, que não sabia nada sobre alimentação de qualidade. Resolvi começar a correr, mas só consegui por uns 2 minutos, então permaneci na caminhada mesmo, mas sem regra nenhuma, caminhava quando lembrava... Aos 14 anos entrei na natação, pois sentia muitas dores musculares... a tal "dor do crescimento", sabem como é? Sim, durante toda a infância, adolescência e até recentemente eu sentia muita dor nas pernas. Quando era criança, algumas vezes não pude brincar, chorei e tomei analgésicos, a dor era forte demais! Eu só não sabia que o que faltava era mexer o corpo, mas como morei grande parte da minha vida em apartamento, as brincadeiras acabavam sendo pelos corredores mesmo, sem grandes movimentos...
Um belo dia fui passear e tomar chimarrão no Gasômetro. Fomos caminhando por uns 2Km a passeio. No outro dia senti dores musculares, como se tivesse me exercitado muito! Isso se repetiu outra vez quando fui testar o Wii de uns amigos... Então, aos 22 anos voltei para natação e percebi que com um pouco de movimento já conseguia sentir diferenças mínimas no meu corpo (só eu percebia, mas já tava valendo!).
Pouco antes do meu casamento, finalmente entrei em uma academia e comecei, pela primeira vez na vida, a praticar musculação... Eu nunca fui daquelas que diz "só estou matriculada mas não vou lá nunca!", mas é claro que houveram muitas vezes em que, em uma semana, compareci por lá apenas 1 vez... Nesses quase 5 anos, durante apenas alguns meses, enquanto eu estava fazendo meu trabalho de conclusão da faculdade em 2011, tranquei a matrícula da academia. Não tinha como! Ou eu me frustava porque não conseguia acordar cedo para ir na academia, ou eu me frustava porque não podia ficar até tarde fazendo meu TCC... e naquela época eu descobri que o horário em que eu melhor conseguia me concentrar era a madrugada! Outra coisa é que desde que comecei a fazer musculação, tive preferência por malhar durante a manhã. No início, entrava no trabalho às 8h30, então ia na academia (que fica há 3 quadras da minha casa) das 7h às 7h30. Muito pouco eu sei... Mas a coisa foi mudando... só o que nunca mudou foi o horário. Tenho paaaaaavor de academia à noite! Uma porque é um horário que não tenho disposição para malhar, quero mais é ir para casa logo, e outra porque detesto aqueles marombados que ficam comparando os tamanhos dos seus músculos, pedindo para dividir aparelho e puxando papinho... aaaargh!!!
Ano passado comecei a correr novamente... eu já dava uns trotezinhos de vez em quando, mas sem nenhum compromisso. Não conseguia entender como alguém conseguia correr 5km direto, sem parar! Uma amiga minha disse que eu tinha que treinar, pois se ela conseguia eu também conseguiria. Ela me disse isso quando eu fiz a prova para tirar a carteira de motorista, e como daquela vez deu super certo, por que desta vez seria diferente? Eu já estava na média dos 3Km (entre 5 e 6 voltas na pista da Sogipa ou 20min na esteira) quando me inscrevi para um circuito. Não queria jogar o dinheiro da inscrição fora (que não é baratinha) e fui treinar. Aumentava 1-2 voltas, corria mais uma ou outra vez esse mesmo número, aumentava novamente... E assim cheguei nos 5k! Uhuuu! Agora, estou treinando para os 10k, ano que vem quero participar de circuitos nessa distância, e quem sabe até 2014 não estou correndo a meia maratona? Sonho!
Também pratico musculação 5x na semana: segundas, terças, quintas, sextas e sábados. Tenho 2 treinos elaborados pelo instrutor da academia, divididos assim:

  • Treino A: extensão, leg press, agachamento, sumô e panturrilha + tríceps inverso e francês, supino e elevação lateral.
  • Treino B: flexão, leg press alto, glúteo 4 apoios e cross + puxada neutra, remada, voador e bíceps.

Meus treinos duram entre 45min (quando faço apenas inferiores), 1h (treino completo) ou 1h30 (treino completo + aeróbico). Prefiro fazer transport quando estou na academia, às vezes optando por HIIT de 15 a 20 min se estou muito apressada.
Nos sábados faço um treino diferente, com abnominais e algum circuito que eu mesmo planejo na hora + aeróbico. Nesses dias não fico menos que 1h30 na academia.
Também faço Mat Pilates terças e quintas e corro nas quartas e domingos à noite.
Na minha última avaliação (meados de agosto/13) estava com 20,7% de gordura, sendo que em março estava com 19%! As férias na Europa recheadas com nutella, pizza, massa, cerveja, vinho, e tudo que eu tinha direito deram esse efeito! Minha meta é chegar na casa dos 16% até o final do ano (16,9 já é casa dos 16, ok?) ... será que eu consigo?

Simples... simples assim!

Sou da opinião de que quem não ama a simplicidade, não conhece a pureza do amor! Quem precisa sempre de muito e não percebe o pouco, não merece o esforço!
É claro que toda a mulher quer usufruir de roupas, acessórios, cosméticos... e todo o homem também tem as suas coisas. É claro que um bom vinho é muito melhor que um vinho de prateleira de supermercado. Mas não é de bens materiais que eu me refiro.
Eu me refiro do primeiro raio de sol que entra quando abrimos a janela da nossa casa, ainda nos espreguiçando e nos preparando para começar um novo dia. É o toque de uma borboleta em uma flor. A risada de uma criança inocente. A brisa gostosa que faz nossos cabelos voarem.

A verdadeira felicidade está nas coisas mais simples da vida... é nos contentando com a simplicidade que podemos sonhar com a sofisticação, o belo paradoxo de quem realmente sabe viver... e viver bem!

Quando a verdade vem à tona

Chega um dia que os defeitos do nosso super-herói aparecem, que o doce não é tão doce, o descanso não é suficiente, e os nossos objetivos... bem, os nossos objetivos tornam-se sonhos inalcançáveis.
É rever antigas fotos e perceber que a beleza não era tão pura, que a amizade nem foi tão verdadeira e que o grande amor deixou apenas uma cicatrizinha que já não dói nem um pouco.
Os medos aumentam, e a amiga a solidão te abraça! Aquela multidão lá fora não está caminhando na nossa direção, o colorido de ontem perdeu o brilho, o hoje está vazio e o que vemos para amanhã é apenas cinza...

Há momentos na vida...

Hoje acordei pensativa... e inspirada. Pensando em tudo o que já ganhei da vida, tudo o que ainda falta ser conquistado, e coloquei meus pezinhos no chão para continuar a caminhada... ela nunca acaba!
Não é que nunca estejamos satisfeitos, é que a vida apenas existe quando ainda temos sonhos e objetivos, e eu tenho muitos!
Mas, também devemos festejar as nossas vitórias, afinal. E lembrei alguns momentos importantes que gostaria de elencar aqui no blog:
- Quando vi o Papai Noel tocando a campanhinha do apartamento.
- O primeiro dia no colégio.
- A primeira vez que pedi para o meu pai para sair...
- A minha primeira festa (terminada às 7 horas da manhã!).
- Minha primeira viagem sem meus pais (excursão do colégio para o Beto Carrero, eu na 8ª série com 13 anos)
- O primeiro beijo e consequentemente a primeira paixão
- O telefonema de madrugada anunciando que o meu avô tinha partido... e a sensação de ter desperdiçado o tempo...
- A última vez que fui embora do colégio e olhei para trás para marcar aquele momento para sempre!
- A viagem de e sem a menor noção do que poderia acontecer dali para frente...
- A primeira entrevista de emprego
- A primeira vez que vi meu marido
- A primeira viagem de avião
- O momento em que perdi a minha avó, e a sensação de que eu precisava começar a cuidar mais dos meus pais...
- A aliança na mão direita
- O dia do casamento
- A chegada na igreja
- Quando fomos buscar a peludinha e ela balançou as orelhinhas
- A prova da toga... e o dia em que eu vesti a toga oficialmente

Pequenos grandes momentos, que fazem ser quem sou, que trazem a minha veridade!

Amadurecimento

O lado bom de nos tornarmos adultos é a paciência para pensar em nossas atitudes e a possibilidade de sabermos daquilo que já fizemos de errado anteriormente, tais coisas que não queremos repeti-las.